Receitas para cozinhar poemas

Para facilitar a criação de poemas podemos usar algunas destas “receitas”.

  • Nome+Adjectivo

Trata-se de criar uma lista de nomes sobre um tema e acrescentá-lhes um adjectivo:

Telhados molhados,

Ruas solitárias

Casas velhas

Fonte rumorosa

  • Nomes com rima

Escolher nomes dos estudantes, da familia e cria-se uma rima com a maneira de ser, as coisas de que gosta, etc.

Gustavo

Gosta dos cravos

  • Palavras com rima

Com a mesma técnica que o exercício anterior. Exemplo: espelho/coelho:

Por olhar-se muito no espelho

Tem grandes orelhas o coelho

  • Quem, onde?, quando?, como?, o que é que fez?, com quem?…

Respondendo a estas perguntas, podemos criar poemas como este:

Uma gaivota

No ceu

Ao entardecer

pausadamente

Voava

Com o vento .

  • Poema colectivo ou cadáver esquisito

Cadáver Esquisito: “Jogo de papel dobrado que consiste em fazer compor uma frase ou desenho por várias pessoas, sem que nenhuma delas possa aperceber-se da colaboração ou colaborações precedentes. O exemplo, tornado clássico, que deu nome ao jogo, está contido na primeira frase obtida deste modo: O cadáver-esquisito-beberá-o-vinho-novo.” (in Antologia do Cadáver Esquisito, organização de Mário Cesariny, Lisboa, Assírio & Alvim, 1989, p.95. Trata-se de uma tradução retirada do Dictionnaire abrégé du surréalisme, de Breton e Éluard, de 1938).

Variações: cada estudante começa uma linha de um poema, e intercâmbiam as folhas para escrever o seguinte verso.

Caligramas.

Texto poético cuja disposição tipográfica evoca o tema. (Ver apresentação)

4 MIL POR DIA
CADÊ MEU CHANEL
CADÊ MINHA CHAVE
PASSAR ROUPA
LIMPAR DISPENSA
LIMPAR BANHEIROS
MOLHAR PLANTAS
LAVAR ROUPA
LAVAR JANELAS
ENCERAR SALA
PASSEAR BOMBOM
LIMPAR PRATARIA
ESCOVAR SAPATOS
4 MIL POR DIA

  • Acrósticos

Escrevemos um nome o uma frase curta em vertical. Cada letra será o começo de uma palavra ou frase. O final deverá ser um texto com sentido, embora por vezes possa ser um pouco surrealista.

Lava

Unico

Amor

Lava o meu coração

Unico, com as tuas mãos

Amor, perante a lua

Actividades de vazio de informação – Exemplo Florbela Espanca

É uma actividade de prática controlada realizada normalmente por dois alunos/as. Os alunos dispõem de um texto onde há que preencher espaços. Trata-se de obter a informação do parceiro, porque os vazios são complementares, e assim praticar a interacção oral.

Esta actividade pode realizar-se com textos não muito extensos de temas variados (uma leitura, uma tabela estatística, uma explicação gramatical ou novo vocabulário. Os objectivos deste tipo de actividades dependem do conteúdo da aula ou do nível dos alunos. Para os de nível básico, elaborar perguntas é um exercício interessante. Para os níveis mais avançados, pode-se adaptar a uma explicação gramatical ou uma apresentação de vocabulário de maneira mais atraente.

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Como exemplo, fichas para trabalhar a biografia de Florbela Espanca, poetisa  alentejana do século XIX e os tempos do passado (nível B2, destinatários: jovens e adultos).

Esta actividade pode ser completada neste podcast com textos autobiográficos e uma antologia de sonetos.

Professor 2.0 – Ferramentas da Web 2.0 para a educação (II). Um exemplo de Audio-livro em português

Uma exemplo da aplicação da Web 2.0, Voice Thread: fabricar montagens próprias com foto e som, com formato de áudio-livro, um recurso muito simples de se fazer com os alunos e com muitas possibilidades didácticas. A maioria são em inglês, não há muitos em português, vamos mudar essa realidade!!

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Ver o audio-livro

O mundo encantado de Cecília Meireles

Não percam este blogue encantado, feito em Brasil por Leonor Cordeiro e cheio de coisas que nos deixam com a boca aberta.

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Para começar, versos de Cecília Meireles

Parte da obra da escritora brasileira Cecília Meireles é composta por poemas dedicados às crianças, como este:

Rômulo remaRômulo rema no rio.

A romã dorme no ramo,
a romã rubra. (E o céu)

O remo abre o rio.
O rio murmura.

A romã rubra dorme
cheia de rubis. ( E o céu)

Rômulo rema no rio.

Abre-se a romã.

Abre-se a manhã.

Rolam rubis rubros no céu.

No rio,
Rômulo rema.

Já agora, viram que romã tão linda a da fotografia?